|
Resident Evil
Gaiden foi o jogo que menos fez sucesso, por ser de um console
de poucos recursos (o console de mão de 8-Bits, Gameboy Color)
e um tanto repetitivo.
Sua história, no entanto, traz dois dos personagens mais
amados de muitos fãs da série: o policial Leon S. Kennedy,
de Resident Evil 2, e Barry Burton, o ex-S.T.A.R.S.
expert em armas, que participou do primeiro Resident Evil.
Junto com Leon, eles formaram uma corporação clandestina
anti-Umbrella.
Todo o desenrolar se passa no Cruzeiro "Starlight", onde,
primeiramente, Leon é mandado para investigar um ataque
químico, que transformou todos em zumbis e outras criaturas
horrendas, coisa bem típica das tramóias da Umbrella, o que,
mais tarde, deixa claro que suas hipóteses estavam certas.
Mais tarde, Barry seria enviado para ajudar Leon. Enquanto
isso, o rapaz encontra uma sobrevivente no local, seu nome é
Lucia, uma garota que está muito assustada com tudo o que está
acontecendo.
Até aí parece tudo muito fácil, não é? O que você não podia
imaginar é que o grande monstrengo a la Tyrant, responsável
por toda contaminação, fosse uma criatura chamada Amoeba,
espécime de sangue verde, que se integra e desintegra na hora
que quiser, e tomando a forma que quiser. Amoeba é a mais nova
B.O.W. criada pela Umbrella, que acabou escapando
misteriosamente e foi parar nesse cruzeiro, acabando com todos
os passageiros.
Apesar dos recursos escassos do Gameboy Color em relação aos
gráficos, o jogo tem uma história envolvente e um final
surpreendente. O que enche um pouco é o fato de "todas as
salas parecerem iguais", você acaba se sentindo um babaca,
perdido no meio daquele monte de salas iguais, como se
estivesse andando em círculos. Outra coisa que incomoda
bastante quem joga é a "sonoplastia" do game. As músicas são
enjoativas e repetitivas. Na verdade, há, no máximo, cinco
músicas de fundo diferentes.
Logo de início, você encontra vários manuais e, de tempos em
tempos, é avisado de coisas que você pode fazer, facilitando
na jogabilidade. De inovador, temos o sistema de uso de
coletes, adotado somente neste jogo. Há três tipos de coletes:
Kevlar, Titanium e o mais forte, Diamet.
Os jogadores também são apresentados a um "sistema de
combate". Por exemplo, não se pode atirar nos zumbis de cara,
é preciso estar perto de um deles para enfrentá-lo. E então, o
jogador é transportado para outra tela, onde há o "slot dos
personagens" (pois você pode estar acompanhado, inclusive, é
possível compartilhar itens!), o monstro à sua frente e, no
meio da tela, uma barra. No meio dela, fica passando uma outra
barra, que é uma espécie de mira. Por exemplo, o monstro
estando no meio da tela, quando a barrinha atinge o centro,
você o acertará. Como sempre, o impacto da bala fará mais ou
menos efeito, dependendo da distância em que ele estiver,
assim como suas chances de acertá-lo ou não. Parece
complicado? Mas não é! Logo que se pega a prática, depois de
alguns minutinhos jogando, você fica craque! |