ARTIGOS - NOTAS DE PRODUÇÃO

 

Confira aqui na íntegra a tradução do Production Notes original da Sony Pictures.

 

ADAPTANDO RESIDENT EVIL: EXTINCTION

O terceiro e último investimento da trilogia de 100 milhões de dólares de Resident Evil, Resident Evil: Extinction é novamente baseado na série popular de games. O primeiro filme abriu a franquia dos filmes Resident Evil; o segundo filme, Resident Evil: Apocalypse mostrou Alice (Milla Jovovich), L.J. (Mike Epps) e um empregado renegado da Umbrella chamado Carlos Olivera (Oded Fehr) fugindo de Raccoon City e a trama da Umbrella para eliminá-los. Resident Evil: Extinction os apresenta soltos pelo deserto de Las Vegas, mudando de lugar para lugar em um comboio blindado, fugindo e matando a horda de zumbis que invadiram o espaço selvagem e vazio que não pode mais ser chamado de civilização.

"Acho que a força dos filmes de Resident Evil é que eles não são apenas filmes de zumbis”, disse o escritor/produtor Paul W.S. Anderson, a força criativa por trás da trilogia Resident Evil. "Há criaturas nestes filmes, mais do que apenas mortos-vivos. Há também muitos conceitos de ficção científica nos filmes também, então eles são maiores do que um simples filme de zumbi”.

Bernd Eichinger, Robert Kulzer e Martin Moszkowicz da Constantin, que primeiro visualizaram a franquia de filmes Resident Evil, estão mais uma vez reunidos com a Davis Films de Samuel e Victor Hadida, e com a Impact Pictures de Jeremy Bolt e Paul W.S. Anderson. "Paul fez uma coisa que é muito incomum para filmes do gênero," disse o produtor Robert Kulzer. "Dá a sensação de um filme muito épico, com arcos de história que cruzam diversos filmes, combina-os e os separa novamente. Todos estes personagens tomaram vida própria. Ele está tão ligado na franquia, a estes personagens e ao mundo do game. Acredito que este mundo realmente inspira sua imaginação”.

Tomando as rédeas da direção desta vez está Russell Mulcahy, que começou sua carreira como um diretor de vídeos musicais antes de assumir muitos filmes de sucesso como Highlander e sua seqüência, assim como The Shadow e Ricochet. "Para a minha geração de produtores de filmes, Highlander foi uma grande coisa”, disse Anderson. "Russell foi pioneiro de um estilo visual muito distinto, muitas mudanças de câmera e trabalho com guindastes, muitos cortes rápidos. Ele tem um olho muito legal e vê ótimas maneiras de filmar. Seu trabalho certamente teve uma grande influência sobre mim como produtor e é por isso que estava muito empolgado para trabalhar com ele neste filme”.

"Quanto tivemos nosso primeiro encontro com Russell, ele literalmente chegou com um livro", relembra Kulzer. "Ele tinha desenhado o filme todo, e nos levou para dentro dele - cena por cena. Estávamos pasmos com tudo aquilo”.

"Filmes de terror sempre foram uma grande paixão minha, então é ótimo colocar as mãos em um roteiro tão fantástico”, disse Mulcahy. "Visualmente, Resident Evil: Extinction é diferente dos outros dois filmes anteriores. O primeiro era meio claustrofóbico; o segundo era nas ruas molhadas à noite, e agora, nós os levamos para o deserto. Tem uma sensação meio de faroeste, mas é futurista, insano e assustador”.

"Nós nos inspiramos muito em um outro gênero de filmes que eu cresci assistindo, que são filmes pós-apocalípticos, é claro, Mad Max e The Road Warrior sendo os melhores”, adiciona Anderson. "Há um grande público que não sabe o quanto pode ser legal ver caminhões blindados rasgando o deserto”.

Enquanto os dois primeiros filmes se passavam em espaços pequenos e apertados, as cenas de ação em larga escala do terceiro filme se passam em um deserto pós-apocalíptico na luz do dia. "O que é assustador não é necessariamente o que surge no meio da noite, mas o que suspira no meio do dia”, diz Mulcahy. "De alguma maneira, isso é ainda mais assustador. Nós temos nossas cenas sombrias e assustadoras, mas temos um maravilhoso contraste visual dessa paisagem desértica de tempestades de areia, como uma Las Vegas coberta de areia. E então você entra na subterrânea Umbrella Corporation, onde tudo é azul, gelado e de aço. É uma aparência bem refrescante e surpreendente, uma aparência visceral, sem esquecer dos elementos do game, o que é muito importante. Estamos sendo muito exigentes quanto a manter o verdadeiro espírito do game”.

Assim como os filmes de Resident Evil anteriores, Extinction ressona com o espírito contemporâneo. "Este filme mostra a escassez de petróleo, a escassez de suprimentos e como o deserto acabou com uma terra civilizada”, observa Kulzer. "Apesar de ser um filme de ficção científica, há nuances que refletem o mundo que conhecemos e onde vivemos agora mesmo”.

Resident Evil: Extinction é uma história original, mas que se passa em um universo que os fãs do game reconhecerão. "É uma tentativa de fazer um filme que satisfaça os fãs do game, mas que também crie uma experiência cinematográfica divertida ao público que nunca jogou Resident Evil”, diz Anderson.

No núcleo do terror em Resident Evil estão os sempre presentes zumbis criados pela mutação do T-Virus. Enquanto o conceito de mortos vivos permanece o mesmo, a ação evoluiu. "O game progrediu e mudou, e pensamos que poderíamos mudar também”, explica Anderson. "Então, introduzimos o Super Morto-Vivo, que é um resultado dos experimentos da Umbrella com mortos vivos, tentando dar a eles o poder de pensar, um pouco de inteligência e humanidade. Infelizmente, estes experimentos não funcionam muito e o efeito colateral é o Super Morto-Vivo, que são mortos vivos mais rápidos, fortes e mais habilidosos... um inimigo realmente temível”.

Mas comedores de carne sem inteligência não são os únicos predadores que os personagens devem enfrentar. "Também incluímos o Tyrant, que é o grande favorito de muitos fãs do game”, disse Anderson. "Com certeza é uma das minhas criaturas favoritas do game. E trouxemos outros velhos favoritos, como os cães. Estamos usando os corvos particularmente pela primeira vez - há uma seqüência incrível onde há corvos infectados”.

Enquanto insere o espírito dos games, Anderson injetou a história com conceitos novos e Mulcahy trouxe a grande empresa à luz. "Simplesmente copiar os games não seria uma grande experiência, pois você saberia exatamente o que iria acontecer e quais personagens viveriam e morreriam”, observa Anderson. "Este é um dos grandes desafios: manter fiel aos games, mas quebrar um pouco as regras”.



HUMANOS VS. MORTOS-VIVOS:
SOBRE A HISTÓRIA


Resident Evil: Extinction se passa três anos depois de onde o segundo parou. "Se passa no deserto, então há poucos prédios, poucas pessoas”, comenta o produtor Jeremy Bolt. É uma atmosfera de isolação e desolação. O que é mais interessante sobre esta paisagem é que não há nada lá três anos depois do apocalipse, a não ser nosso grupo de sobreviventes, e a maligna Umbrella Corporation.”“.

"O terceiro filme se passa depois do fim do mundo”, diz Anderson. "O mundo foi devastado pelo T-Virus e apenas uma pequena porção da humanidade ficou. É meio que uma protofamília do futuro - este grupo de sobreviventes que fazem parte do comboio armado que fica mudando de lugar continuamente, para tentar ficar longe de problemas e longe dos mortos-vivos”.

Alguns dos sobreviventes formaram agora um grupo de umas trinta pessoas, incluindo adultos e crianças, transportados por um comboio de veículos, "que inclui um ônibus escolar, uma ambulância, um furgão da imprensa e um tanque de gasolina”, descreve Mulcahy. "Eles basicamente vão de cidade a cidade destruída tentando encontrar comida e água, e tentando apenas sobreviver. Mas estão ficando desesperados”.

Aclamada atriz e uma das estrelas femininas de ação mais notáveis, Milla Jovovich retorna ao papel de Alice, um experimento da Umbrella Corporation cujo DNA se mesclou ao T-Virus, dando-lhe poderes imprecendentes e independência. Desde que escapou da Colméia e de Raccoon City, Alice agora responde somente a seu instinto de sobrevivência e protege os últimos resquícios da humanidade. "Eles estão desesperados, e Alice houve os sinais de rádio das pessoas em apuros, mas ela mantém distância. Ela acha que onde ela estiver perto de pessoas, às pessoas morrem. Então, ela tem essa qualidade”.

"Alice, desde o último filme, definitivamente mudou”, explica Jovovich. "Ela é uma solitária agora. Ela não sabe o que são estes novos poderes e coisas estranhas acontecem com ela. Se ela adormece e tem um pesadelo, as coisas começam a explodir. É muito maluco”.

Com medo de que suas mutações e sua ligação genética com a Umbrella sejam uma ameaça aos sobreviventes que ela quer proteger, Alice os segue secretamente pelo deserto. "É uma condição solitária”, diz Jovovich. "Ela não tem ninguém a quem se apoiar; sozinha. Está definitivamente um pouco triste, mas ao mesmo tempo, ela tem uma missão e sua prioridade é ter certeza de que essas pessoas estão seguras, e tentar derrubar a Umbrella ao mesmo tempo”.

"A Umbrella a está usando e ela sabe disso”, adiciona Anderson. "Ela sabe que a Umbrella a rastreia e pode potencialmente ver através de seus olhos, e a usa como espiã. Então, ela se isolou e se afastou dos outros. Ela também sabe que está infectada com o T-Virus e ele está causando mutações dentro dela. Ela está desenvolvendo novos poderes, que vimos no final do segundo filme, mas eles se tornaram muito maiores agora e estão fora de seu controle, então ela está com medo do que pode fazer. Ela se afasta dos outros porque tem medo de machucá-los”.

A evolução de Jovovich na pele da personagem Alice se transformou no núcleo dos filmes. "Colocamos Milla em várias situações horríveis nestes filmes”, diz Anderson, "e ela tem sempre senso de humor quanto a isso e sempre retribui. Uma das coisas que faz as cenas de ação serem boas em Resident Evil é sua força de vontade; você vê em seu rosto, ela acredita em tudo. Isso é muito importante neste tipo de filme, porque você só pode acreditar no terror e só pode acreditar na ação se o ator acreditar. Se ele está com medo, o público também está. E é o que Milla dá a esses filmes - ela se compromete cento e um porcento”.

O comboio é uma família, liderada por Claire Redfield, uma personagem do game. "Ela é basicamente a general, liderando o bando”, diz Mulcahy.

No núcleo dos filmes de Resident Evil estão heroínas fortes, e Claire não é exceção. Para incorporar uma figura que teria a força e a compaixão de liderar um grupo de sobreviventes, o produtor trouxe Ali Larter, a figura central da famosa série de filmes Premonição e uma das super-heroínas humanas na série de sucesso da TV, Heroes. "Ela é uma atriz muito comprometida”, disse Anderson. "Ela faz uma ótima atuação e sabe como manejar uma arma. Eu realmente adorei trabalhar com ela”.

"Claire Redfield é a líder do comboio fazendo seu caminho pelo deserto de Nevada”, descreve Larter. "Eles viajam por uma corrente de caminhões - uma ambulância, um Hummer, um caminhão de gasolina, um ônibus onde as pessoas dormem. Todos estão em alerta. Você não pode parar por muito tempo. As únicas coisas que importam são as coisas básicas que você precisa para sobreviver: comida, gasolina, água, armas. Então, eles estão em constante mudança, tentando continuar vivos”.

Além de ser a líder, Claire assume diferentes papéis para os sobreviventes de seu comboio, todos perderam suas famílias, amigos e as vidas que conheciam. "Ela será uma mãe para alguém, uma melhor amiga, uma colega, qualquer coisa que o seu pessoal precisar”, Larter explica. "Estamos no fim do mundo e ela só está tentando ser uma força-guia para essas pessoas”.

Quando Alice é chamada para se juntar ao comboio de Claire, ela entra em um mundo onde Claire é a líder e Alice é apenas uma espectadora. "À primeira vista, as pessoas estão apreensivas”, diz Anderson. "Há cenas onde as pessoas meio que dão uma olhada em Alice, quando ela está vagando pelo acampamento, e começam a pensar se ela é um demônio em forma de mulher. Uma frase do roteiro diz, 'As crianças falam de você como se fosse o Drácula ou algo assim.' Todos ficam com um pé atrás no início”.

Retornando do segundo filme está Carlos Olivera, incorporado por Oded Fehr. 'Carlos era um cara da corporação,” explica Kulzer. “Ele fazia parte da Umbrella Corporation, mas de repente, percebeu que a Umbrella não é um lugar tão bom quanto ele pensava que era”. Acho que ele começou a duvidar da moral deles quando percebeu que a Umbrella é a principal responsável pela extinção da civilização."

"Carlos trabalhava para a Umbrella Corporation como mercenário”, diz Fehr. "No último filme, ele percebeu para que foi chamado e juntou forças com os mocinhos. Então, ele é um soldado e um pouco solitário, e está muito apaixonado por Alice”.

Embora quando o filme começa Alice e Carlos estão separados, o reencontro traz à tona os sentimentos. "Eles têm muito respeito um pelo outro, e essa atração”, diz Jovovich. "Então, quando eles se reencontram neste filme, é um grande alívio para Alice. Ela é tão forte e independente, mas ele é o único que entende o que ela está passando. Ele não tem medo ou fica intimidado por ela. Ela não tem ninguém como Carlos em sua vida, e há uma grande ligação entre os dois. Foi legal se utilizar desta fronteira entre esses dois personagens”.

"Os filmes de Resident Evil, certamente os dois primeiros, são filmes liderados por mulheres”, comenta Anderson. "No segundo filme, Oded fez uma grande atuação quando apareceu na tela. O terceiro filme o traz ainda mais para o primeiro plano, então eu acho, pela primeira vez, que há um personagem masculino central realmente forte em um filme de Resident Evil. E Oded traz força e prudência reais ao papel”.

Também está retornando o personagem L.J., interpretado por Mike Epps, cujo papel é trazer luz até mesmo para a situação mais medonha. "L.J. começou como um personagem engraçado que sabe seu lugar” descreve o produtor Kulzer. "Agora, nós o trouxemos de novo e ele se tornou uma parte intrincada deste máquina de sobrevivência. As pessoas confiam nele. Ele ainda é um cara engraçado, mas claramente atingiu um ponto onde é um membro mais responsável por sua equipe”.

Para Epps, a responsabilidade de trazer realidade e humanidade a este personagem foi um prazer ao ator. "Este filme é muito mais do que um típico filme de terror”, diz Epps. "Os personagens estão mais unidos neste filme. Há mais emoção, e você se liga a eles”.

Conhecer Epps ajudou Anderson a criar um arco no terceiro filme que não atrapalharia as habilidades cômicas do ator. "Mike Epps é realmente engraçado”, descreve Anderson. "Ele faz um monte de improvisos no set. Duas tomadas nunca são iguais com ele. Trabalhando com ele no segundo filme, eu realmente tive a chance de escrever seu personagem com sua voz em minha mente, o oposto do que fiz ao escalá-lo no outro filme. Então, acho que ele vai brilhar mesmo neste filme”.

Anderson também escreveu um personagem especificamente para um ator com quem ele trabalhou em seu primeiro filme americano, Mortal Kombat. Linden Ashby interpreta Chase. "Linden Ashby era o protagonista em Mortal Kombat, e desde então eu quis voltar a trabalhar de novo com ele”, diz Anderson. "Ele é um cowboy - vive em um rancho e tem cavalos, e quando estava escrevendo este filme eu o coloquei como um oposto de L.J, porque Mike Epps é tão urbano, e colocá-lo ao lado de Linden foi perfeito. O personagem de Chase foi uma verdadeira revelação neste filme. Foi muito divertido trabalhar de novo com Johnny Cage”.

O comboio também abriga duas jovens moças - enfermeira Betty, interpretada pela cantora e atriz Ashanti, e uma forte garota de 14 anos chamada K-Mart, interpretada pela atriz em ascensão Spencer Locke.

Ashanti, uma fã dos filmes do gênero, empolgou-se com a chance de entrar no ambiente do filme. "Resident Evil é sobre sobrevivência”, diz ela. "Nosso grupo está em Las Vegas, que é onde sobrevivência mais combina. Estão ficando sem comida, e conseguiram pegar várias crianças pelo caminho. A enfermeira Betty está lá para ajudar quem estiver ferido, especialmente se eles forem mordidos por um morto vivo. Ela é definitivamente bem resistente, e anda por aí com suas balas e sua maleta de primeiros socorros. Com ela é fácil negociar”.

K-Mart, diz Locke, contribui com um senso de esperança às pessoas do comboio. "K-Mart faz braceletes de arame, que são como seu talismã da sorte”, diz a garota de 14 anos. "Eu tive que aprender os braceletes que ela faz, o que foi legal”.

Enquanto os sobreviventes lutam para continuar vivos na superfície, eles devem ficar mudando de lugar, procurando por combustível e suprimentos, enquanto enfrentam de tudo, desde mortos-vivos a uma criação virulenta de corvos que mutaram após comerem mortos infectados. "Você é levado através de locais desolados até estranhas estações de TV onde eles encontram pessoas que não são zumbis ou mortos-vivos; mas eles estão acuados e assustados”, descreve Mulcahy. "E nós temos um poderoso ataque vindo dos corvos que é como a versão de Hitchcock dez vezes maior”.

Mas por baixo da superfície desértica e arrasada está um mundo completamente diferente. "Os únicos lugares que ainda funcionam são essas bases subterrâneas da Umbrella”, diz Jovovich.

"Você está fora da velha, destruída estação de meteorologia, que está toda cercada por dez centenas de mortos-vivos tentando entrar”, descreve Mulcahy. "E você desce até a Corporação Umbrella, que é toda de aço, onde esses cientistas estão vivendo. Então existe este grande contraste visualmente de ir para cima e para baixa entre estes dois diferentes mundos que existem em paralelo”.

Operando a estação de Nevada, mas sujeito à autoridade do Diretor da Umbrella, está Dr. Isaacs, um personagem que retorna mais uma vez interpretado por Iain Glen. Dr. Isaacs está obcecado com a recriação de uma série de clones de Alice criados em tubos de vidro dentro do complexo. "Ele é responsável por tentar recuperar a situação causada pelo vazamento do T-virus sob a população”, diz Glen. "E ele acredita que sabe como encontrar a chave para reverter à situação usando o sangue de Alice como um antídoto. O Dr. Isaacs é um homem muito arrogante e quando é dominado pelos poderes acima dele, ele não gosta muito, então decide sair em busca de Alice, a quem eles acreditavam estar morta, por si mesmo”.

Então, enquanto Alice tem que se preocupar com uma ameaça acima do solo de mortos-vivos, seu pior inimigo está no laboratório subterrâneo. "Ela está lidando com uma inteligência aguçada e ele detém certo poder sobre ela”, conta Glen. "Ele conhece ela muito bem - de certo modo, ele criou ela - então é um tipo diferente de inimigo”.

Evitando os olhos sempre observadores dos satélites da Umbrella, Alice adiciona sua ajuda ao comboio quando eles encontram um diário que aponta para um possível reduto seguro no longínquo norte deles, o Alasca. Com quase todas os postos de combustível secos no deserto, eles percebem que suas melhores opções estão nos restos da então coberta por areia, Las Vegas.

Mas quando Dr. Isaacs percebe Alice entre o comboio, eles se encontram desesperançosamente na mira da Umbrella e devem lutar contra uma nova criação de Super Mortos-Vivos para viverem.

"Nós tentamos e brincamos com as convenções do gênero e criamos uma cena que todos são familiares e então puxamos o tapete um pouco bem debaixo deles”, explica Anderson. "Acredito que possamos levar as pessoas pela surpresa e então dá-las algumas cenas de ação realmente excitantes e satisfatórias. As pessoas ficarão chocadas em como esta história desenvolve-se, e o que acontece com cada personagem que eles conheceram nestes filmes. Nós queríamos manter as coisas no âmbito do inesperado, e acredito que este filme realmente traz algumas reviravoltas nas convenções do gênero”.



TERROR EM PLENA LUZ DO DIA:
SOBRE A PRODUÇÃO

Para entendermos a visão expansiva de Resident Evil: Extinction, a produção aventurou-se ao sul da fronteira até Mexicali, México, onde longas distâncias de deserto árido providenciavam o panorama ideal para o cenário de terror à luz do dia previsto para o filme. "Nós queríamos levar o filme para o deserto, ter estas incríveis paisagens desérticas e criar uma Las Vegas que estivesse enterrada pelas areias”, descreve Anderson.

O aclamado Produtor de Criação Eugenio Caballero, que ganhou um Oscar pelo seu trabalho em Labirinto do Fauno, foi encarregado de criar um número de locações que sofreram ações do sol, areia e tempo no deserto que contrastassem com o límpido no interior dos laboratórios subterrâneos da Umbrella.

Para mim, foi algo novo fazer um filme de zumbis à luz do dia, " diz Caballero. “É uma enorme oportunidade para a criação porque você pode brincar com texturas e cores que normalmente não se vê nesse tipo e filme."

Trabalhando em Mexicali, onde as temperaturas ficam na casa do 50º Celsius, Caballero supervisionou a equipe que tinha necessidade de tomar precauções para evitar os efeitos de tais absurdas temperaturas não só neles mesmos, mas também nas locações. A equipe de construção foi obrigada a carregar kits emergenciais para desidratação e efeitos do calor, bem como trabalhar nas primeiras e últimas horas do dia para evitar os picos de sol. "No Mexicali, nós tivemos ótimas locações, e nós queríamos incorporar os elementos dessas paisagens em nossas criações”, ele comenta. "Mas trabalhar lá, o sol e a temperatura eram insuportáveis. Nós também enfrentamos o desafio de manter aqueles sets no lugar contra o vento, então criamos imensos andaimes para segurá-los no lugar”.

Um dos melhores sets para a produção foi a pós-apocalíptica Las Vegas que o deserto havia tomado, que eles criaram em Algodonez. "Você tem um pedaço da Estátua da Liberdade aparecendo; têm cassinos abandonados presos ao deserto”, descreve Anderson. "Eugenio fez um trabalho extraordinário nos cenários”.

"Nós fisicamente construímos um pedaço do Realto Ponte, uma pela peça de arquitetura”, conta Caballero. "Também, parte da Torre Eiffel e alguns exteriores de cassinos, basicamente são essas imagens que se vê emergindo da areia”.

"Vendo algo como Las Vegas destruído e semi-enterrada na areia, é algo épico”, comenta Milla Jovovich. "É maior que a vida. A equipe trabalhou tanto para fazer parecer real, então é bem inspirador”.

Esta bem real e prática locação foi depois complementada com efeitos especiais. "Todo lugar que você olha você procura por um cassino”, comenta o supervisor de efeitos, Evan Jacobs. "Você está no meio de um abismo de prédios. Então, usado o céu das estruturas construídas no ser nós fomos capazes de adicionar à cena uma ‘tela azul’ natural do céu desértico, que é sempre azul. Então, nós conseguimos colocar cassinos no topo daquelas dunas”.

Uma miniatura de 2,5x1,5 metros da pós-apocalíptica Las Vegas foi criada no New Deal Studios em Los Angeles. "Então nós fizemos um gigantesco scan daquela versão e a usamos para fazer pedaços do cenário de fundo das cenas”, complementa Jacobs.

Outra seqüência envolvia um motel no meio do deserto com bombas de gasolina na frente. "Nós construímos tudo para dar a sensação que aquelas enormes dunas estavam movendo-se lentamente para cobrir o lugar”, conta Caballero.

O terceiro set importante envolvia a estação de meteorologia que é constantemente assolada pela horda de mortos-vivos fora da cerca reforçada. Caballero colocou sua idéia sob o lago seco pelo sol de La Pintata. "Ao fundo há uma linda montanha negra com uma pequena linha de areia junto aos seus pés”, descreve Caballero. "É muito mágico, quase como de outro mundo. Era como estar em Marte”.

Para criar os interiores do complexo subterrâneo da Umbrella, a produção achou o local ideal nos estúdios Churubusco na Cidade do México. O complexo criado por Caballero é maior e mais complicado que a Hive criada no primeiro filme de Resident Evil. "Eles tem algumas das maiores estruturas de som que eu já vi no mundo”, diz Russel Mulcahy, "Então estou muito agradecido que tenham nos deixado filmar aqui porque nos possibilitou criar grandes e elaborados sets”.

Na criação dos laboratórios, Caballero tomou algumas referências dos dois primeiros filmes, mas trabalhou com os idealizadores do projeto para integrar um novo aspecto no design para representar a progressão da corporação subterrânea. "Nós decidimos por fazer paredes de concreto para aparentar ser um bunker”, ele conta. "Eles estão se protegendo do que acontece na superfície desse bunker. E nós brincamos com várias superfícies brilhantes, com vidro, com alumínio e luz incorporada à arquitetura. A idéia era fazer este mundo interior hightech, mas desalmado”.

Por causa de suas origens, Caballero trabalhou com os idealizadores para integrar "surpresas" para os fãs do game e dos filmes anteriores no design dos laboratórios. "Por exemplo, ao invés de termos jarros cheios de fluídos, nós colocamos coisas como ervas verdes e vermelhas entre as coisas do laboratório," comenta Caballero.

Um aspecto engraçado da produção de criação foi criarem eles mesmos os veículos, que seriam necessários funcionarem juntos como uma fortaleza que se move para um bando de sobreviventes. "Nos divertíamos muito fazendo os carros”, lembra Caballero. "Uma coisa é desenhá-los, outra é fazê-los, nós realmente curtimos isso”.

A primeira consideração era do que o comboio necessitaria - água, proteção do tempo, defesa contra os motos-vivos, etc. "Da extrema deterioração externa até o interior hightech, nós queríamos dar a idéia que esses veículos pertenciam a este mundo, mas foram colocados juntos por diferentes aspectos”, diz ele.

Referenciando o roteiro, Caballero criou designs que ele passou ao coordenador de logística. "Ele fez um grande trabalho me arrumando carros que eram muito similares aos que criei”, comenta o produtor de criação. "Então, em pouco tempo, eu tinha uma equipe muito boa trabalhando pesado para customizar aqueles carros. Era como estar em um enorme armazém com vários brinquedos para brincar”.

Com o começo da produção, a equipe e elenco tiveram um gostinho das extremas condições experimentadas pela equipe de construção no Mexicali. "Você está falando de um bando de pessoas em uma aventura, para alcançar um certo objetivo e, a partir daí, um local mais difícil, e mais aventuras que gostariam de ter”, diz o produtor Bolt. "Então, é bastante interessante. Nós tivemos um grande respeito pela equipe mexicana que gravou regularmente naquele ambiente. Nós tivemos uma equipe internacional neste filme, e eles todos definitivamente se tornaram mais próximos e ligados por causa das dificuldades que as locações de filmagens nos davam”.

Todos na companhia participaram dos churrascos à beira das piscinas e comemoraram como resultado das difíceis condições. "No filme, você tem pessoas que tem uma maior conexão uma com as outras porque eles se apoiavam e amavam uma à outra”, comenta Jovovich. "Todos nós do elenco e equipe experimentamos alguma forma aquele tipo de ligação. Eram tomadas difíceis, mas nós todos acreditávamos bastante no que fazíamos. Acredito que nossas experiências fora dos sets realmente manifestavam-se nas atuações".

"É um dos lugares mais quentes do mundo”, diz Ali Larter. "E as pessoas deram 110% de si. Acredito que isso me ajudou como atriz porque não você não tinha que fingir. Você realmente sentia aquilo”.

"Durante a pré-produção, eu sempre avisava como a química funcionaria por de trás das câmeras, mas todos pareciam curtir como um time e simplesmente ir lá e fazer a coisa”, diz Mulcahy. "Eles foram muito bons nisso. Eu tinha um elenco e equipe fantásticos, que trabalhavam duro. Assim que chegamos, nós estávamos filmando haviam 15 minutos e já estávamos destruídos”.

Em um filme com ação inesgotável e pesada e uma estética natural, o desafio do coordenador de dublês Rick Forsayeth era de criar cenas que pareceriam críveis em uma configuração de ficção científica, porém tangíveis, uma realidade víscera. "Houve muitos cabos”, diz Mulcahy. "Havia batidas e esmagamentos e balas atravessando cabeças e as mesmas explodindo. Rick foi fantástico. Ele é ator e dublê, e o usamos para atuar como três personagens diferentes no filme”.

Forsayeth, e seu sócio David Harcourt, sonharam com as seqüências que poderiam beneficiar-se através dos cabos - para refletir as capacidades sobre-humanas de Alice e alguns dos Super Mortos-Vivos que ela combateria. Trabalhando com uma atriz como Jovovich, com tanta experiência no assunto, era um prazer. "O que era impressionante para todos nós era quão rápido ela podia entender e adaptar cada coisa”, comenta Forsayeth, "Enquanto dava suas próprias idéias, que só vinham à complementar. Isso só fazia a experiência muito mais gostosa porque é bom usar o máximo possível o próprio ator”.

"Rick foi alguém ótimo de se trabalhar”, comenta Jovovich. "Ele me deu a oportunidade de realmente fazer algumas das cenas e várias coisas perigosas legais que eram críveis. Há um certo realismo nisso; você pode realmente imaginar acontecendo. É uma luta viciante”.

"Rick chegou pra mim e disse, 'Cê quer saber? Milla pode parar de ser atriz e virar uma dublê quantas vezes quiser,'" adiciona Anderson. "Ele adora fazer as cenas de luta com ela porque para ele é como trabalhar com um dublê, e isso realmente ajuda nas tomadas. Isso as torna bastante convincentes porque obviamente se você tiver que usar muitos dublês, você fica preso em usar close-ups apertados do ator, tomadas largas dos dubles e pode-se notar a diferença aí. Mesmo quando não importa, mesmo quando não temos como escapar de usar um dublê, é quase sempre a Milla porque ela insiste em fazer a cena”.

Neste filme, Alice usar um par de lâminas afiadas chamadas de Kukris que poderiam requerir um regime de treinamento separado para que ela aprendesse á manuseá-las. Kukris são facas tradicionais do Nepal, uma lâmina antiga e superior que pode ser usada tanto como arma para combate como ferramenta.

"Esta são armas reais que eram usadas pelos Gurkhas Nepaleses contra os Britânicos na virada do século”, entusiasma Jovovich, "Mas eles só usavam uma, enquanto eu uso duas, o que é muito legal porque são armas grandes e tem um ar de mortais. Eu fiz um pequeno treinamento no passado com armas, então não foi tão difícil para mim assimilá-las”.

O número de seqüências no filme, a mais desafiadoras sendo á incursão à Estação de Meteorologia, inúmeros figurantes foram requeridos para aparecerem como zumbis que surgiam de todas as direções das areias. "Os personagens estão vivendo bem no limite da sobrevivência”, diz Anderson. "É realmente uma vida difícil para eles. E penso que filmar em condições realmente duras tenha os ajudado. Vem sido difícil fazer este filme, mas s vida dos sobreviventes é difícil e acredito que este realismo encontrou uma maneira de surgir à tela”.

Um dos maiores desafios da equipe de criação dos efeitos especiais de Patrick Tatopoulos - veterano conhecido por produções gigantescas como Eu, Robô, Independence Day e Eclipse Mortal - foi projetar e criar as próteses para os mortos-vivos, criaturas decrépitas subsistindo nas imperdoáveis condições do deserto. Multiplique isto por 300 figurantes e imagine uma equipe de maquiagem altamente treinada emergindo. Para manter continuidade, Tatopoulos e sua equipe mantinham um álbum de fotos Polaroid das criaturas que constantemente necessitavam de consulta. "Bruce [Paulding Fuller] e Richard [Redlefsen], meus dois líderes de maquiagem no set, tinham que lidar por vezes com centenas de mortos-vivos do deserto e eles usavam uma técnica bem tradicional”, comenta Tatopoulos. "Você, na verdade, cria talvez meia dúzia de diferentes faces, pedaços de tórax, e partes do corpo que se aplicam de diferentes maneiras possíveis. Isso permite ao diretor na gravação criar algumas tomadas bem criativas de quaisquer morto-vivo que ele queira naquele momento”.

Trabalhando com Mucalhy e Anderson, Tatopoulos resolveu projetar criaturas que poderiam manter-se com as visões prévias dos outros dois filmes, mas divagar de formas estranhas e excitantes. "Existem dois tipos de mortos-vivos neste filme”, ele explica. "Os do deserto e os Super Mortos-Vivos. Os mortos do deserto são muito pútridos, mais para múmias. E os Super Mortos-Vivos que são extremamente poderosos e muito rápidos. Eles são uma nova geração de mortos-vivos, se você quiser, e são criaturas mais definidas, revigoradas. Então, foi divertido criar essas duas classes mortas”.

Para incorporar fisicamente os Mortos-Vivos do Deserto, Tatopoulos trabalhou com uma equipe de dublês, dançarinos e atores para conseguir o estilo de movimentos específico e aparência que necessitavam. "Você tem que criar um ar de alguém que é realmente definhado”, explica Tatopoulos. "Então, você deve começar tendo um ator o mais magro possível, você enfatiza todas as estruturas ósseas e cria um visual que lhe dá uma sensação de que a magreza foi infligida contra o corpo. Além disso, você obviamente pode usar efeitos gráficos para aumentar ainda mais isso”.

Algumas seqüências envolviam somente alguns poucos mortos-vivos, mas para a enorme seqüência da estação meteorologia, envolvendo 300 figurantes, filmada sob o extremo calor, Tatopoulos e sua equipe tiveram seu trabalho direcionado para estes.

"Pessoas suam, e depois de algumas horas de gravação, o suor desgruda a cola das peças”, ele reforça. "Então, nós tínhamos que constantemente retocá-las e ter certeza de que o diretor estava tendo o que queria”.

Para magnificar esta seqüência em termos de números completos, o supervisor de efeitos especiais Jacobs trabalhou com Tatopoulos e Mulcahy para mapear os artifícios digitais que a massa de mortos-vivos necessitaria. "Nós tínhamos dezenas de centenas de mortos-vivos criados digitalmente fora aqueles de verdade”, diz Jacobs. "Então, o que seriam práticos 300 mortos-vivos, se torna muito mais”.

A mesma técnica foi aplicada para as seqüências envolvendo os corvos assassinos infectados. No set, a produção tinha quatro espécimes de treinados corvos vivos, e Tatopoulos criou um número de corvos artificiais usando pássaros de taxidermia que foram mecanizados ou ventriloquados por usa equipe. "O que você vê no close-up foi feito praticamente," diz ele. "Mas nas cenas externas você tem aquela horda de milhares de aves voando, então nossos animais mecânicos se tornaram os guias para os depois acrescentados por computação gráfica”.

Novamente usando o céu do deserto como fundo azul natural, Jacobs e sua equipe na casa de efeitos especiais canadense Mr. X, foram capazes de enegrecer o céu com pássaros basicamente sobrepondo tomadas. "Nós gravamos vários corvos fora da locação no céu, assim conseguimos muitos elementos dessa forma”, explica Jacobs. "E então nós fomos até nossos corvos gerados no computador para criar grandes bandos voando no céu. E nós usamos simuladores de inteligência artificial para dar-lhes alguma individualidade”.

Um dos inimigos mais memoráveis e ameaçador da franquia de Resident Evil são os cães infectados, que estão presentes em toda a trilogia. Para Extinction, os produtores divergiram dos Doberman Pinschers dos filmes anteriores e trouxeram os altamente treinados Pastores Belgas. "Eles eram uma criação totalmente nova desta vez”, comenta Jacobs. "Pastores Belgas são ótimos, cães agressivos que são fáceis de treinar. Eles poderiam se sentar como os mais adoráveis filhotinhos que você já viu... E no mesmo instante, arrancar-lhe seus dedos”.

Tatopoulos criou próteses especiais que dariam aos cães mortos o visual sem afetar seu conforto e equilíbrio naturais. "As peças eram pedaços de pernas e tórax”, descreve. "E nós tínhamos que vesti-los com isso um mês antes das gravações para que se acostumassem. A maior parte do corpo foi criada como uma peça esculpida colada em uma lycra que os cães vestiam. Também trabalhamos um pouco em efeitos para a face deles, mas nada que poderiam alterar seus movimentos. Você verão muitas costelas e ossos enquanto eles correm”.

Mas talvez o desafio dos efeitos especiais mais excitante foi à criatura chamada de Tyrant - o inimigo final de Alice (ou "chefão" na linguagem de games) - o qual iria mutar constantemente durante as cenas. Este visual ambicioso requereria uma colaboração conjunta de Mulcahy, Tatopoulos, Jacobs e dos atores e dublês que poderiam incorporar a criatura. "Ele é uma versão expandida e maluca dos Super Mortos-Vivos”, explica Tatopoulos. "O conceito era que esta criatura estava vindo de dentro da pessoa, saindo. Cada vez que eles mostravam a criatura, alguma parte de seu corpo poderia expandir e mudar. As feridas poderiam abrir e tentáculos poderiam sair por ali e enrolarem-se”.

Para sua parte, Tatopoulos criou uma veste geral para a criatura e pedaços adicionais que eram esculpidos separadamente para serem postadas nas mudanças do Tyrant. As transições deveria ser parcialmente prática e parte CG. "Estes estranhos tentáculos que sairiam e enrolariam-se juntos, estes seriam momentos de extrema computação gráfica," explica Tatopoulos. "E quando se solidificassem, estes seriam peças. Esse efeito foi uma boa mistura de CG com próteses onde dois mundos criam alguma coisa interessante, mas os atores também têm algumas coisas para interagir durante a produção”.

Apesar da dificuldade de trabalhar seguindo o ritmo da produção, como um oposto em ter tudo já pronto como vantagem, as equipes de efeitos sentiram a satisfação da liberdade do estilo para Mulcahy de decisões criativas que "saiam das mangas". "Ele é um diretor extremamente criativo, e algumas vezes só queríamos ver algumas coisas diferentes”, diz Tatopoulos. "Então, nós sempre tínhamos que estar prontos com diferentes pedaços para acomodar-se ao que ele queria dar à cena”.

Jacobs compartilha do sentimento, "O estilo de filmagem de Russell é ter múltiplas câmeras rodando a qualquer tempo. Ele sempre quer ter muita energia na tomada, o que significa que os efeitos visual deveriam acompanhá-lo e providenciar a ele com toda a flexibilidade existente na indústria”.

Enquanto a produção contínua, a companhia encontrou um líder entusiásticos e caloroso em Mulcahy. "Russel tem um visão bem forte de como este filme deveria sair”, diz Jovovich. "Ele realmente capturou esta qualidade espantosa e arrepiante da luz do dia. Quando as diárias começaram a voltar com essas incríveis tomadas, nós todos nos espantamos. Há muito acontecendo em cada cena. E ele é como se fosse uma pequena bola de fogo no set. Sua paixão e entusiasmo são extraordinários. E é divertidíssimo de se trabalhar com ele”.

"Ele é diferente de quaisquer diretores com quem eu tenha trabalhado”, adiciona Iain Glen. "Ele tem uma visão brilhante e uma energia maravilhosa. Ele e Paul têm diferentes forças e estilos, mas combinam brilhantemente”.

Para sua parte, Mulcahy sente que o filme entrega as promessas dos anteriores, mas prende a atenção de uma vez. "Espere ser surpreendido, ser chocado, ser aterrorizado”, diz Mulcahy. "O filme é cheio de sustos e ação. É bem rápido, e tem muitas dinâmicas novas, o que acredito que o faz original. É uma grande aventura”.

Completar o filme final na trilogia está particularmente satisfazendo Anderson. "Eu fui muito sortudo ao ver minha visão dos filmes de Resident Evil virar fruto”, ele comenta. "Em seis anos nós fizemos três filmes, então é ótimo ver tal idealização vir à tela. Existem diferentes passagens pelos quais os personagens passaram - da claustrofóbica câmara de horror para uma gigantesca cidade enegrecida e pelo imenso deserto. Vem sendo tremendamente excitante para mim a experiência como cinegrafista, e como fã de filmes de zumbi também”.


Créditos: traduzido por Rafael_Resident e Red Queen para o F.Y.F.R.E..