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Milla Jovovich volta como heroína em "Resident Evil 2" 
Por Richard James Havis
 

HOLLYWOOD (Hollywood Reporter) - "Resident Evil 2: Apocalipse", seqüência do filme de 2002 inspirado no videogame de mesmo nome, é um misto eclético de ficção científica e terror, unidos por seqüências de ação intensas.

A primeira hora do filme, que estréia na sexta-feira, é pura ação acelerada demais, sem investir nada nos personagens. Mas as coisas melhoram na última terça parte, quando finalmente vemos que existe uma história no conjunto todo.

A ausência de trama provavelmente não será problema para o público alvo do filme, composto de homens jovens e fanáticos de videogames. Os produtores intensificaram a ação da seqüência e mantiveram uma boa parte do universo do game, o que deve agradar aos fãs. Mesmo as namoradas que os espectadores levarem ao cinema podem gostar da presença de duas heroínas.

O primeiro "Resident Evil", escrito e dirigido por Paul W. S. Anderson ("Alien vs. Predator"), limitou a ação aos locais subterrâneos em que se passa o videogame. Desta vez, Anderson -- que mais uma vez assina o roteiro, mas entregou a direção ao novato Alexander Witt -- leva a história para a superfície da Terra, numa Raccoon City mais limpa e suburbana.

Mas após uma breve recapitulação dos fatos de "Resident 1", a confusão começa a correr solta. Menos de cinco minutos depois do início do filme, boa parte dos habitantes da cidade foi contaminada por um vírus que os transforma em zumbis esfomeados, e um êxodo geral começa.

A história se amplia para mostrar que a contaminação foi provocada por manipulações médicas indevidas da Umbrella Corporation, uma empresa enorme que é dona da cidade.

Percebendo que não tem como conter a epidemia, a empresa decide fechar os habitantes dentro da cidade, destruí-la com uma bomba nuclear e atribuir a catástrofe resultante a um acidente num reator.

Mas ela não contara com a presença de um grupo de rebeldes liderados por Alice (Milla Jovovich), a heroína do primeiro filme. Ela, cujas experiências a transformaram numa espécie de mulher biônica, se junta à policial durona Jill Valentina (Sienna Guillory) e alguns personagens descartáveis, para tentar abrir caminho até o lado de fora da cidade.

A primeira parte do filme é cansativa. Mas "Resident Evil 2" termina muito melhor do que começou. Na terça parte final começam a surgir idéias sobre irresponsabilidade de grandes empresas, manipulação da mídia e engenharia genética.

Não são exatamente idéias originais, mas Alexander Witt consegue manejá-las com jeito, e elas oferecem um descanso bem-vindo da carnificina generalizada.

As cenas de ação são eficazes, embora não especialmente inspiradoras. Witt aproveita elementos de todas as partes do espectro dos filme de ação: trocas de tiros à la John Woo, uma cena de artes marciais ao estilo de "Matrix", uma cena de helicóptero semelhante às de "Falcão Negro em Perigo", etc.

O maior problema é que os cortes são tão rápidos que boa parte dos combates não é vista com clareza. A ação física funciona melhor quando o espectador pode ver claramente os atores se movendo, mas, em "Resident Evil 2", essa ação freqüentemente se perde numa confusão de imagens.

As atuações são competentes, levando-se em conta as limitações do roteiro, e Jovovich se sai bem em sua volta como Alice. Ela não é tão poderosa quanto a Lara Croft de Angelina Jolie, mas compensa pelo que lhe falta com uma qualidade felina sedutora.
 
 
 
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