artigos - Entrevista com ODED FEHR 2

 

Entrevista com Oded Fehr 02 [Adaptada]

Que personagem você interpreta?
Eu faço um personagem chamado Carlos Olivera e, basicamente, ele trabalha para a Umbrella Corporation (que são os responsáveis pelo que aconteceu). Ele trabalha como atirador de aluguel. Há um acidente na cidade, e ele foi mandado para resgatar o pessoal da Umbrella. Para ajudá-los a escapar. Ele decide salvar uma mulher de um zumbi, que ele vê que está para ser morta por um morto-vivo, daí foi deixado lá pela Umbrella Corporation. Ele percebe que está sozinho e que corre perigo. Eles não o deixaram lá de propósito, mas o esqueceram. E ele se juntacom Alice e Jill, que lutam contra a Umbrella Corporation, que tentam salvar suas vidas e trazer a verdade à tona.

Quem treinou mais - você ou Milla?
Milla. Sem comparação. A Milla faz coisas incríveis no filme. Acho que pelo fato de Milla ser parte do experimento e ser um pouco mais do que humana. E, por causa disso, tem mais habilidades do que um humano. Para que uma atriz possa conseguir isso, é preciso trabalhar muito. Ela faz coisas realmente incríveis. Posso te dizer que faço artes marciais e ela, que não faz artes marciais, faz coisas incríveis no filme. Foi ótimo assistir, enquanto filmava.

Qual o conceito de RE2? De que eles fecharam a cidade e todos estão encurralados?
A idéia é a de que eles fecharam a cidade toda. É uma das pontes principais que dão para a cidade e eles estão tentando fechar a cidade, para que a doença não se espalhe.

Como foi pra você trabalhar com armas mais modernas neste filme, o contrário das armas antigas de "A Múmia" e "O Retorno da Múmia"?
Foi legal, menos trabalhoso! (risos) É meio ridículo dizer, mas eu não gosto de armas. Mas sempre acabo fazendo personagens que usam armas. Sim, é um filme moderno e te permite fazer muita coisa nova. É bem divertido.

Seu personagem está no jogo?
Sim. Carlos Olivera está em Resident Evil 3, o game do Apocalypse.

Você já jogou?
Sabe de uma coisa? Eu não sou muito de videogames. Sou da geração Atari, sabe? Jogava Pac Man e cresci com isso. Achava que se eu ficasse viciado, nunca iria conseguir fazer mais nada. Então, eu tentava evitar jogar videogames e, obviamente, quando estamos atirando no filme, por razões de pesquisa, eu tinha que passar horas e horas terminando Resident Evil 2, o que me deixou muito orgulhoso. Pontuação máxima, isso aí.

Como o filme se compara ao jogo?
Tentamos trazer o jogo à vida, porque a história do filme e dos jogos são similares mas não paralelas. Não sapo exatamente a mesma trama, especialmente com as personagens. A personagem Alice não faz parte dos jogos. Jill faz parte, mas Alice não. Então tentamos passar o sentimentos dos jogos, mantendo-o vivo com detalhes. Sienna esteve ótima, por exemplo. Você verá no filme que ela está usando sua arma exatamente como se faz no jogo, como a personagem faz no jogo, coisas assim. Mas o que eu acho ótimo nesse filme é que retrata, para aqueles que gostam do jogo, toda a sensação de estar numa cidade com os mortos-vivos e tudo mais, traz o jogo à vida. O jogo é sempre o jogo, não é 100% real, mas o filme faz com que seja real. Te coloca naquela experiência.

Num filme de ação como este, como você mantém o controle em atuar de forma destemida, porém mostrando um pouco de medo?
Eu acho essencial. Se você interpreta um personagem destemido, fica chato. Se você se meter (fazendo gestos com as mãos) as pessoas perdem seu aspecto humano. É o que acho ótimo em Harrison Ford, ele nunca parece que vai sobreviver, está sempre assustado, e de alguma forma sobrevive. É assustador. Escute, me jogaram de algo chamado descender, 13 metros sobre um estacionamento. Foi assustador; não acho que tenha me esforçado muito para parecer assustado. Na verdade, evitei mostrar muito [medo]!

Você fez a maioria das cenas perigosas?
Eu tentei. Com certeza. Todas as lutas, chutes, coisas assim. Sempre tentei, sempre que possível. Dá ao diretor a chance de cobrir a cena de uma forma melhor, não é necessário esconder o rosto ou movimentos físicos.

Agora que Madrugada dos Mortos foi lançado, como Resident Evil 2 vai manter os zumbis “frescos”?
Você pode perguntar a mesma coisa, acredito, sobre os jogos. Como você mantém os jogos frescos? Eu acho que as pessoas, bem - é algo assustador, sabe, mortos voltando à vida. As pessoas gostam de ver. Não são exatamente os zumbis que fazem este filme especial, é mais a história sendo contada e a forma como é filmada. Se você se lembrar do primeiro Resident Evil - admito que não é meu tipo de filme, não gosto de filmes de terror. Tenho medo deles (risos). Não gosto de me assustar, mas quando assisti Resident Evil, o primeiro, o que eu gostei no filme foi que não tentava ser algo muito grande. É ridículo dizer isso, mas a situação em que os personagens estão é muito realista. Muito corajosos, um sentimento real de ação, de - de tudo, a urgência de sair da estrutura em que estão, e assim por diante. Este é a mesma coisa. Digo, é um filme muito grande, um filme muito empolgante, muita cão, mas acho que mesmo assim você vai achar realista (o máximo do realismo possível). É difícil de explicar, pois como fazer um filme sobre mortos realista, mas é.

Há alguma cena no filme que você não pode esperar para ver terminada e na tela grande? Algo com CGI que você gostaria de saber?
[Há CGI] mas a maioria é real. Real no sentido de maquiagem ou ação sendo filmada, explosões sendo feitas. Há trabalho de CGI, mas não é... não quero entregar muita coisa. Sabe, há muito CGI para cobrir cabos e coisas do tipo, mas a maioria é real. Há uma cena que, a cena final, uma grande cena de batalha. Basicamente é Alice investindo contra o Nemesis e foi uma grande cena de se filmar. Há muitos elementos envolvidos e estou empolgado para ver como vai se sair. Não há muito CGI nessa cena; não há criaturas adicionadas pelo que me lembro, ou coisas do tipo. É o que acho que será especial nesse filme, retornando à questão de como esse filme é diferente.

Os zumbis evoluíram?
Não, acho que os zumbis são os mesmos. Eles andam, e mordem, e são pergiosos (risos). Escute, há muito... chego no set [e vejo] duas pessoas que são responsáveis pelos movimentos dos zumbis. Literalmente, eles passaram pela escola zumbi. Os atores que os faziam passaram semanas numa escola zumbi treinando para... para saber como fazer, os zumbis. É muito bem pensado. Eu pensava, “Ok, é um pessoa morta andando. Qual o problema?” Mas não. Há algo grande por trás, e acho que você sentirá essa qualidade no filme.

Por que os zumbis estão tão bravos?
Se não estivessem, não seria dramático, sabe? Não sei. Eu sugeri que eles andassem pela rua tomando sorvete e que passassem por nós [acena] mas, não. Não seria dramático o suficiente, acho.

Fazer os filmes “A Múmia” foi um bom treino para Resident Evil 2?
Acredito que sim. As semelhanças com relação às ações e traze-las à vida, como fazer um soco parecer bom no filme, como chutar, atirar, tudo isso, e atuar contra algo que não está ali [tela verde] é muito útil.

Como foi trabalhar com o novo diretor de Resident Evil 2, Alexander Witt?
Ótimo. É sempre assustador trabalhar com um diretor estreante, no sentido de que ele trabalhou muito mas nunca como diretor de um filme. Ele foi ótimo. Ótimo de se trabalhar, acho que tem um ótimo olho, [e é um] homem muito bom.
 
 
Traduzido por: Monnie - Red Queen e Evil Shady
Fonte: Horror.com