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Seguindo os eventos de
Resident Evil: Apocalypse, a bela, perigosa e enigmática Alice
retorna, e desta vez ela e seu companheiro sobrevivente Carlos
Olivera estão fugindo com um grupo de humanos liderado por uma nova
aliada, Claire Redfield.
Juntos, eles seguem pelas terras devastadas dos Estados Unidos em um
longo percurso até o Alaska. Caçados por subordinados do manipulador
Dr. Isaacs, Alice encontra zumbis famintos por sua carne e
monstruosos ratos de laboratório da Umbrella sedentos por seu
sangue... enquanto a própria Alice tem fome apenas de vingança.
TRECHO
TRADUZIDO DO LIVRO
[Disponibilizado no site da Amazon]
UM - Antes
Dr. Jim Knable estava parado
na Ponte Raven's Gate, com uma tempestuosa sensação de humanidade
vinda diretamente dele. Knable era grato pela presença dos guardas
de segurança da Umbrella Corporation e membros do Dpto. de Polícia
de Raccoon, que impulsionavam esta sensação, controlando a invasão.
Knable e um pequeno posto médico foram colocados próximos ao muro
que fora apressadamente construído ao redor de Raccoon City. A
metrópole havia sido completamente cercada pelo muro, que uma única
abertura para a ponte, a maior porta de entrada e saída de Raccoon.
O vazamento de um vírus que não só mata você, mas reanima seu corpo
e lhe dá uma instintiva necessidade de se alimentar de carne humana
- além de transmitir a doença a mais e mais pessoas - trouxera um
grande desejo aos cidadãos sobreviventes de deixar a cidade o mais
rápido possível. Mas o risco de infecção era muito alto, então a
Umbrella Corporation - a firma farmacêutica e tecnológica que pagava
o salário obscenamente alto de Knable - fisicamente quarentenou a
cidade e permitiria que apenas os não-contaminados saíssem.
Naquela manhã, quando o vazamento fora anunciado, Knable havia sido
informado das especificações do vírus e pedira um rápido teste que
determinaria se o vírus sobreviveria em uma amostra de sangue
humano. Knable promovera muitos avanços nos testes básicos de
sangue, as patentes que lhe garantiriam uma aposentadoria
confortável. Mas Knable estava ainda no fim dos seus vinte anos, e
ainda queria praticar. A Umbrella, tendo comprado os direitos de
usar seu procedimento em sua Divisão Médica, que fornece serviços
para hospitais ao redor do mundo, o contratara apenas para fazer
isso.
O rumor no laboratório era de que a Umbrella havia, na verdade,
desenvolvido este vírus, apesar de Knable não acreditar muito. Não
seria mais crível se as amostra de manchas de sangue não fossem tão
difíceis de surgir agora. Alguns destes rumores eram de que o vírus
havia vazado da Colméia, matando as quinhentas pessoas que
trabalhavam no complexo subterrâneo. Knable tinha alguns amigos na
Colméia, e na verdade ele não ouvira mais falar deles desde ontem -
mas também, ele ficava dias sem ouvir notícias deles.
No entanto, aquele não era a principal preocupação de Knable. Ele
passara a melhor parte do dia tirando sangue de pessoas e correndo
com os testes rápidos, com apenas uma pausa para comer, e somente
porque já estava prestes a ter um colapso. O Major Cain estivera
disposto a lhe dar mais descansos, mas com tantas pessoas chegando à
ponte, querendo sair e não podendo até que Knable desse permissão, o
doutor não podia fazê-los esperar.
Quando anoiteceu, ele mal podia ficar de pé. O sono começava a
crescer em seus olhos, e ele tentava esfregá-los, apenas para
afastar a sensação oleosa das luvas de borracha de suas pálpebras.
A multidão crescera com o cair da noite. Knable já estava lá há
tanto tempo que perdera a conta de quantos testes fizera. E toda vez
que ele corria o risco de faltar alguma coisa - tubos de ensaio, gás
para o queimador de Bunsen, luvas de borracha ou o solvente que
havia desenvolvido - alguns caras da Divisão de Segurança vestidos
com ternos pretos apareciam com mais suprimentos antes mesmo de
Knable ter a chance de pedir.
Em algum momento, ele cortara o dedo. E mal notou o sangue que
estava manchado quando removeu a luva de borracha, e então um
segurança estúpido lhe deu um Band-Aid. "Obrigado," disse ele com um
sorriso áspero enquanto aplicava o Band-Aid. Ele não estava tão
preocupado com alguma infecção - era por isso que ele usava luvas,
afinal de contas. Teria sido ótimo se ele se lembrasse como havia se
cortado, mas isto era preocupação para outra hora, quando não
estivesse em uma situação de tanta emergência e tão exaustiva acima
de todas as outras.
Sacudindo o terceiro de três tubos de ensaio sobre o queimador, um
da mãe, um do pai e um da criança que vieram juntos, e vendo que
todos haviam ficado verdes, Knable disse, "Eles estão limpos.
Deixe-os passar."
Até agora, nenhuma das amostras ficara azul. A margem de erro para o
teste era de que freqüentemente houvessem falsos positivos, mas
nunca falsos negativos. Ele poderia errar em dizer que alguém limpo
estivesse com o vírus, mas nunca de que alguém com o vírus não o
tivesse. Se o sangue ficasse verde no tubo de ensaio quando entrasse
em contato com o solvente de Knable, a pessoa estava definitivamente
livre do vírus.
Knable apostaria sua reputação nisso. E sua reputação era
considerável.
Um homem velho e uma jovem vieram em seguida. Enquanto Knable tirava
sangue da moça, o velho subitamente desmaiou.
O pânico arrebatou Knable. Ele ficou imóvel pela primeira vez em
mais ou menos quatro horas. Se aquele senhor estivesse infectado...
"Oh, meu Deus, papai!" A adolescente caiu de joelhos e começou a
desabotoar a camiseta do homem. "Ele não está respirando! É o
coração dele - ele tem problema cardíaco!"
Um ataque cardíaco não era a preocupação de Knable. Pessoas que
estavam infectadas com o vírus podiam facilmente ter um colapso
repentino. O homem não tinha nenhuma mordida visível, mas Knable
também não podia ver seu corpo todo.
A garota começou a fazer respiração boca-a-boca em seu pai, que não
era a coisa mais estúpida a se fazer, mas não agora. "Sai de perto
dele!" gritou Knable.
Ele estava prestes a puxá-la e percebeu que não devia. Ela estava
tentando salvar a vida de seu pai, afinal. Knable levava o Juramento
Hipocrático muito a sério - mesmo não se lembrando dele na maior
parte do tempo - e não podia impedir alguém que estava comprometido
com um procedimento médico.
Mas ele podia botar outra pessoa para fazê-lo. Olhando para cima,
ele viu que o Sargento Wells do RCPD estava por perto, junto com uma
mulher armada vestindo um top tubinho e uma minissaia. Knable
presumiu que ela fosse uma policial fazendo hora extra.
Dirigindo-se a Wells, Knable falou na sua melhor voz de comando.
"Tire-a de perto dele."
Rapidamente, o sargento fez o que lhe fora dito, embora a garota não
facilitasse para ele. "Não, me deixe!", ela choramingou.
"Ele está salvando sua vida," Knable murmurou enquanto removia o
tubo de ensaio da agulha. Ele tinha um péssimo pressentimento com
respeito ao teste que faria agora.
Antes mesmo de ter a chance de adicionar o solvente, os olhos do
velho homem se abriram.
Eles estavam da cor branca feito leite.
Knable não precisava continuar o teste para saber que o sangue que
ele tinha no tubo de ensaio ficaria azul.
O homem estava infectado.
Como se quisesse provar isso, ele imediatamente agarrara a perna do
Sargento Wells, o que significava que o policial logo também se
transformaria em um cadáver ambulante.
Antes que alguém mais pudesse reagir, a mulher de top atirou bem na
cabeça do homem.
Enquanto a garota gritava que a mulher havia matado seu pai, Knable
sentiu uma mão agarrando seu braço. Era Anderson, o chefe da equipe
de segurança do local. "Vamos sair daqui, doutor," disse ele,
guiando Knable à força em direção ao portão.
"Espere um minuto, você não pode -" Knable começou a falar, sendo
arrastado pelo portão. Ele não podia deixar aquelas pessoas; ele
esteve lá o dia todo, e -
"Giddings," Anderson disse no fone em sua orelha, "temos um homem
infectado aqui. Estou levando o doutor embora." Ele então assentiu
em resposta a seja lá o que Giddings havia dito.
Anderson arrastou Knable pelo portão, forçando o doutor a cair no
chão.
Caído de joelhos, Knable olhou para os cacos do tubo de ensaio com
sangue infectado, este último se espalhando como um riacho pelo
asfalto. "Final perfeito para um dia perfeito", murmurou.
Outra idiota da segurança, uma mulher cuja credencial tinha o nome
de ZOLL, levou-o em direção a um helicóptero do outro lado da ponte.
A meio caminho de lá, ele ouviu um baque estrondoso que o fez pular.
Olhando ao redor, ele viu que o portão havia sido fechado. "Eles não
podem trancar aquelas pessoas lá."
"Não é assunto meu, senhor," disse Zoll. "Temos que ir."
Assim que se aproximaram do helicóptero, Knable ouviu a voz de Cain
em um megafone. "Esta é uma área de perigo biológico em quarentena."
Knable deu de ombros. Supôs que Cain estivesse certo. Se uma pessoa
infectada escapasse pela ponte, dúzias mais seriam infectadas, e
naquela multidão, se espalharia como fogo.
Cain repetiu: "Esta é uma área de perigo biológico em quarentena.
Devido ao risco de infecção, não podemos autorizar a saída da
cidade. Todas as medidas apropriadas estão sendo tomadas. A situação
está sob controle. Por favor, retornem às suas casas."
Com um pigarreio, Knable disse, "Até parece que isso vai acontecer.
Ele nunca vai conseguir tirar aquelas pessoas da ponte."
Enquanto Zoll lhe oferecia a mão para entrar no helicóptero, ela
sorriu e disse, "Eu acho que o major vai convencê-los, doutor."
Knable suspirou assim que entrou no helicóptero. A cabine principal
tinha assentos em ambos os lados - ou tabiques ou qualquer forma
como chamavam - que estavam em sua maioria preenchidos com
empregados mais íntimos da Umbrella e membros bem armados da Divisão
de Segurança. Olhando ao redor, Knable encontrou um espacinho entre
alguém que não reconhecia e que, assim como ele, vestia um jaleco de
laboratório, e alguém da segurança.
Assim que ele se encaixou entre eles, Zoll fechou a porta, e Knable
sentiu um nó no estômago quando o helicóptero levantou vôo. Ele
balançou a cabeça, desejando ter feito mais, mas ele não podia
reagir a alguém com uma arma dizendo-o para entrar no helicóptero,
especialmente quando esta pessoa armada era encarregada das pessoas
que assinavam o seu pagamento.
Ele apenas esperava que algumas pessoas no helicóptero, ou as outras
que estavam acostumadas a saírem da Divisão Médica e Científica,
estivessem trabalhando numa cura.
Levantando seu braço para coçar o nariz, Knable ficou surpreso
quando viu que o Band-Aid que havia apertado em seu dedo indicador
direito havia caído em algum momento. O corte estava vermelho com
sangue, mas não se via o sangue...
Tradução por: Monnie ~ Red Queen para o F.Y.F.R.E.. Dê créditos.
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